Amazon anuncia saída de Jeff Bezos do cargo de CEO

Foto: Abhishek N. Chinnappa/Reuters/

Fundador e CEO da Amazon, Jeff Bezos deixará o cargo até o terceiro trimestre deste ano. A notícia foi divulgada nessa terça-feira pela empresa e confirmou que seu novo líder será Andy Jassy, que atualmente é o responsável pela Amazon Web Services, importante braço de serviços de armazenamento e processamento de dados da empresa.

No entanto, Bezos não esá deixando a empresa. Ele passará a ocupar o cargo de presidente-executivo do conselho. Com essa nova atividade, ele espera ter mais tempo para focar no jornal “Washington Post”, do qual também é dono desde 2013, na Blue Origin, sua empresa aeroespacial, e em suas entidades filantrópicas Day One Fund e Earth Fund.

Esta mudança vem após 27 anos Bezos começar a Amazon, em 1994, ainda como uma loja online de livros chamada de “Cadabra”. Atualmente com 57 anos, o executivo é formado em engenharia elétrica e ciências da computação pela Universidade de Princeton. Trabalhava em Wall Street, que deixou para fundar a Amazon.

Quase 30 anos depois de fundar a empresa, hoje possui uma fortuna acumulada em US$ 196,4 bilhões. Segundo a Forbes, nos últimos três anos ele foi considerado a pessoa mais rica do mundo. Em fevereiro do ano passado, ele deu US$ 10 bilhões para o fundo Earth Fund com a iniciativa de apoiar projetos que lutam contra a mudança climática. Em agosto, com a alta nas vendas da Amazon durante a pandemia, Bezos chegou a ser a primeira pessoa a alcançar US$ 200 bilhões, cerca de R$ 1 trilhão, ainda de acordo com a Forbes.

O empresário Jeff Bezos criou a Amazon em 1994, sendo que na época vendia livros on-line. Hoje a companhia se tornou um gigante do setor do varejo, comercializando diversos itens de segmentos variados. Em setembro de 2018 seu empreendimento foi avaliado em mais de US$ 1 trilhão pela primeira vez. Atualmente, a companhia vale US$ 1,69 trilhão.

Por outro lado, esta mudança no comando da empresa vem a público após fortes resultados em 2020, mas também em meio a pressões regulatórias sobre as grandes empresas de tecnologia. Em outubro do ano passado, uma comissão do congresso americano chegou a apontar que a Amazon se vale de práticas anticompetitivas.

Já um relatório da comissão federal apontou que a Amazon, estaria utilizando a sua plataforma de comércio eletrônico para identificar os itens mais vendidos e criar cópias para vendê-los com a sua própria marca, geralmente a preços menores. Outra polêmica envolvendo a empresa é que a União Europeia também acusa a Amazon de usar dados para obter vantagem indevida sobre comerciantes que usam a plataforma. Com isso, o bloco entrou com ações antitruste contra a gigante americana.

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