Como a trajetória do tenista Andy Murray pode ajudar quem sofre de problemas no quadril

MELBOURNE, AUSTRALIA – JANUARY 14: Andy Murray of Great Britain thanks the crowd after losing his first round match against Roberto Bautista Agut of Spain during day one of the 2019 Australian Open at Melbourne Park on January 14, 2019 in Melbourne, Australia. (Photo by Fred Lee/Getty Images)

Todo esportista teme passar por uma cirurgia de grande porte e como consequência disso ter que encerrar a carreira. No entanto, o ortopedista Dr. David Gusmão revela como o tenista surpreende a cada dia após ter feito um grande procedimento no quadril.

Para um paciente com uma rotina normal de atividades, e que sofre com dores no quadril, iniciar um tratamento e possivelmente submeter-se a uma cirurgia de prótese já é uma decisão muito delicada. Agora imagine como fica a situação de um atleta vitorioso ter que passar por este procedimento e ser obrigado a encerrar uma carreira de sucesso?

No caso do tenista britânico Andy Murray, essa decisão foi a mais importante em sua ainda vitoriosa carreira. Campeão do tradicional torneio de Wimbledom duas vezes (2013 e 2016), sofria desde os 23 anos de idade as dores causadas pelo Impacto femuroacetabular, que são “aquelas dores difíceis de identificar, mas que quando observadas a tempo podem ser tratadas”, ressalta o médico ortopedista Dr. David Gusmão.

Para quem não sabe, em 2019 o tenista teve seu quadril natural substituído por uma articulação artificial após uma cirurgia de quadril na Inglaterra. A Dra. Sarah Muirhead-Allwood, que operou Murray, também já realizou procedimentos na Rainha Elizabeth e no falecido Príncipe Philip. “O Reino Unido é considerado o berço das próteses de quadril de maior sucesso no mundo, e o que estamos testemunhando é a história da medicina sendo escrita diante de nossos próprios olhos, pois Murray, voltou a competir com os melhores do mundo em suas melhores condições físicas”, destaca Dr. Gusmão.

Apesar da eliminação na terceira rodada da competição deste ano, o médico explica que o exemplo de Andy Murray é motivo de esperança para pacientes no mundo todo e sua recuperação desafia os limites da medicina atual. “O fato de uma lesão em um atleta de alto nível ser recuperada em tempo recorde, pode até não causar tanta surpresa ao leitor desavisado. Porém, o caso de Murray era mais grave dado o desgaste acentuado da articulação, decorrente do diagnóstico tardio”.

Diante dessa retomada da carreira, o médico mostra como esse tipo de cirurgia pode trazer uma esperança para quem sofre destes problemas nesta região do corpo: “A técnica cirúrgica de substituição de quadril, criada para apenas impedir que as pessoas ficassem aleijadas, vai além e permite a um atleta de ponta voltar a treinar e jogar em alto nível. Na maioria dos casos, as pessoas sonham apenas em voltar a simplesmente caminhar. Com seu exemplo, Murray inspira os ‘biônicos’, termo carinhoso que muitos pacientes com prótese de quadril se auto-denominam, a superarem suas dificuldades iniciais e renascerem para uma nova vida após a cirurgia”, completa o ortopedista.

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