O povo brasileiro não percebeu ainda que a Anitta é quem mais leva a cultura brasileira para o exterior

A cantora é o maior sucesso da atualidade, porém aqui o seu trabalho não é valorizado; Fred Furtado, especialista em marketing de influência, cometa 

“Show das Poderosas”, hit atemporal de Anitta, que estourou no Brasil, no ano de 2013 – essa canção também foi responsável pela ascensão da cantora no mundo da música. Antes, Larissa de Macedo Machado, nome de batismo, já era figura conhecida no cenário do funk com suas apresentações na Furacão 2000, uma gravadora independente carioca berço para diversos artistas do funk.

Com o sucesso crescendo, Anitta ousou e passou a misturar outros ritmos com a batida do funk, ganhando um ar pop. Esse diferencial lhe fez conquistar um espaço de destaque na música brasileira. Também não demorou muito para que ela ultrapassasse as fronteiras e conquistasse o cenário internacional – mesmo feito por Xuxa, Nelson Ned, João Gilberto e Tom Jobim, que montaram uma carreira fora do Brasil.

Se por um lado, a carreira internacional da cantora segue deslanchando, por outro, aqui no Brasil, seu trabalho não é bem visto. Para o especialista em marketing de influência, Fred Furtado, existem dois fatores para a baixa aceitação do público nacional: o primeiro estaria ligado aos detentores de poder da mídia e o segundo relacionado ao preconceito com o gênero.

“O preconceito começa por uma classe que, por muito tempo, teve o poder sobre a mídia, mas que atualmente não tem mais devido a internet. Hoje, o meio online acaba transbordando sucessos que, necessariamente, a televisão antes ditava. Consequentemente, todos os outros meios são obrigados a falar sobre o que se passa no virtual”, explica o especialista.

“Os antigos detentores desse poder, de alguma forma, tentam influenciar, mas música é algo muito pessoal. Porém, estamos falando da maioria da massa que está na internet. Tem gente que não gosta, mas é importante respeitar, e realmente temos audiências incríveis para o funk no meio online, portanto o ritmo é sim um reflexo do gosto da maioria dos brasileiros”, completa.

No segmento musical, o Canal KondZilla (que também é gravadora), do empresário Konrad Dantas, é o maior do Brasil e está no top 10 do ranking mundial. Mesmo assim, a desvalorização do gênero se ampara em preconceito. “A batida do funk, a sonoridade, a produção é muito dançante, algo que chama atenção. Nesse sentido, os gringos ouvem sendo levados muito mais pelo ritmo, porque não estão entendendo a letra. Mas os mais cultos não surfam a onda por causa das letras pejorativas que, muitas das vezes, sexualizam bastante as mulheres”, finalizou.

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