Dia do psicólogo: “Nunca comemoramos um dia com tanta valorização”, diz psicóloga

A pandemia está afetando a saúde mental de muita gente. No dia do psicólogo, a neuropsicóloga Leninha Wagner mostra como os tempos atuais têm exigido cada vez mais deste profissional.

Nesta sexta-feira, dia 27 de agosto, se comemora o Dia do Psicólogo. Para entender a dimensão da data, é preciso inicialmente compreender que existem três áreas distintas dentro do conhecimento científico que são dedicadas a entender o funcionamento do sentimento e comportamento humano: Neurologia, psiquiatria e psicologia. Atualmente, a psicanálise surge como uma quarta força, que é aquela que observa, entende e explica o homem para ele mesmo.

Como pode-se ver, cada uma delas possui seu foco específico, mas todas tentam desvendar os mistérios da mente. No caso do psicólogo clínico, por exemplo, a neuropsicóloga Leninha Wagner explica que este visa “tratar os conteúdos psíquicos do sujeito a partir de técnicas de observação, avaliação e intervenção. Enquanto a dimensão mais física e neurológica do funcionamento do cérebro fica por conta da neurologia, assim como a neuroquímica e a rede neural fica ao encargo da psiquiatria”.

Leninha Wagner

Aliás, esta profissão ganhou um grande destaque neste período de pandemia. Leninha revela que os psicólogos foram altamente requisitados, principalmente para aplacar o momento negativo que todos atravessavam por contingência da vida, torna-se urgente a busca por um alívio para a carga mental e dores da alma. “Lidar com insegurança financeira, instabilidade emocional, distanciamento social, confinamento, frustração profissional, medo da morte iminente, luto… Tudo isso não foi tarefa fácil para ninguém. Mas ainda não acabou, tanto que estamos agora experimentando os efeitos colaterais do trabalho home office, da escola on-line, da falta de festas e eventos, do calor humano e o terror de uma nova onda provocada por uma mutação do coronavírus”, detalha.

A neuropsicóloga lembra que o profissional da saúde mental, tem a sensibilidade de escutar o silêncio que eventualmente se impõe, pela falta de palavra do paciente, que explique a si mesmo. Além disso, isso implica acreditar na “verdade do outro”. “Crer no sentimento verdadeiro que se esconde por detrás de cada palavra, salta a cada espasmo do corpo que se revela por inteiro no brilho do olhar – janelas abertas da alma”.  É atribuído do psicólogo “a escuta desprovida de crenças, valores, julgamentos e só assim chega-se a desnudar as camadas físicas do corpo, até roçar sua mente e interpretar seu inconsciente, onde tudo nasce e aparece”.

Diante deste cenário, Leninha adverte: “Sem saúde mental não poderá haver saúde alguma. Todo adoecimento começa na mente, quando se manifesta no somático o psíquico já está em sofrimento há algum tempo. Fique atento aos sinais enviados pela sua mente para o seu corpo físico”, completa.

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