Pesquisa explica como o sítio arqueológico de Stonehenge era usado como calendário

Foto: Reprodução

Já havia o pensamento antigo de que o famoso sítio arqueológico de Stonehenge, na Inglaterra, servia como um calendário antigo, dado seu alinhamento com os solstícios. Porém, graças a uma pesquisa foi possível identificar como isso pode realmente ter funcionado. Acontece que as descobertas recentes sobre a história do círculo de pedra, juntamente com a análise de outros sistemas de contagem do tempo, levaram o professor Timothy Darvill, da Universidade de Bournemouth, a rever a localidade, chegando a novas conclusões. As informações são do portal Correio Braziliense.

Em análises, publicadas na revista Antiquity, concluíram que o local foi projetado como um calendário solar. “O claro alinhamento solsticial de Stonehenge levou as pessoas a sugerirem que o local incluía algum tipo de calendário desde as hipóteses levantadas pelo antiquário William Stukeley no século 17”, disse Darvill, da Universidade de Bournemouth.

Além disso, pesquisas recentes mostraram que as pedras sarracenas, tipo de bloco calcário de Stonehenge foram adicionadas durante a mesma fase de construção, por volta de 2,5 mil a.C. O professor Darvill analisou essas pedras, examinando sua numerologia e comparando-as com outros calendários conhecidos desse período. Ele identificou um sistema de contagem de tempo, sugerindo que as formações calcárias serviam como uma representação física do ano, o que ajudava os antigos habitantes de Wiltshire a acompanhar os dias, semanas e meses.

O calendário estudado em questão trata-se do que usa o mês intercalar, como explica o professor Darvill. “O calendário proposto funciona de uma forma muito simples. Cada uma das 30 pedras no círculo representa um dia dentro de um mês, dividido em três semanas, cada uma de 10 dias”. Além disso, um mês intercalar de cinco dias e um dia bissexto a cada quatro anos eram necessários para corresponder ao ano solar.

Acredita-se que o lugar era palco de festivais e cerimônias, e se espera que pesquisas futuras possam esclarecer essas possibilidades. DNA antigo e artefatos arqueológicos podem revelar conexões entre essas culturas. No entanto, a identificação de um calendário solar em Stonehenge deve transformar a forma como o vemos.

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