Procura por voos domésticos tem queda de 9,9%
A procura por passagens aéreas no mercado doméstico brasileiro registrou uma queda de 9,9% no comparativo com o mesmo período do ano anterior, de acordo com levantamento do setor aéreo. O resultado frustra as expectativas de retomada total do turismo pós-pandemia e acende um alerta entre companhias e agências de viagem.
Entre os fatores que explicam a retração estão o aumento expressivo no preço das passagens, impulsionado pelo custo do querosene de aviação (QAV) e pela desvalorização do real frente ao dólar. Além disso, a inflação elevada e o endividamento das famílias reduziram a disposição para viagens de lazer, impactando diretamente a demanda.
Os destinos mais afetados foram as capitais do Nordeste e cidades do interior paulista e mineiro, que dependem fortemente do turismo de lazer. No segmento corporativo, a adoção de modelos de trabalho remoto e híbrido diminuiu a necessidade de viagens a negócios, contribuindo para a queda geral.
Diante do cenário, as companhias aéreas passaram a adotar estratégias para estimular a demanda, como promoções relâmpago, programas de fidelidade com bônus e ofertas em rotas específicas. Algumas empresas reduziram a oferta de assentos em rotas de baixa ocupação para ajustar custos.
Para os consumidores que ainda desejam viajar, especialistas recomendam planejamento com maior antecedência, flexibilidade de datas e horários, e atenção a promoções de última hora. O uso de programas de milhas pode ser uma alternativa para reduzir o custo da passagem.
A expectativa do setor é de que a demanda se estabilize nos próximos meses, mas uma recuperação consistente depende de melhorias no cenário macroeconômico, como o controle da inflação e a queda dos juros. Enquanto isso, o segmento aéreo segue monitorando os indicadores para ajustar suas operações.
