Custo da construção civil sobe 2,17% em maio, diz IBGE

O Índice Nacional de Custo da Construção Civil (Sinapi) subiu 2,17% em maio de 2022, na comparação com abril, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma aceleração em relação ao mês anterior, quando a alta havia sido de 1,57%.

Com o resultado de maio, o acumulado no ano chega a 7,89%, enquanto o acumulado em 12 meses atinge 16,57%. O índice mede a evolução dos custos do setor da construção civil, levando em conta materiais, equipamentos, serviços e mão de obra.

Materiais e mão de obra pressionam custos

Segundo o IBGE, o custo da construção civil por metro quadrado passou a ser de R$ 1.681,54 em maio, sendo R$ 994,85 relativos aos materiais e R$ 686,69 à mão de obra. No mês anterior, o custo médio era de R$ 1.645,73.

O componente materiais registrou alta de 2,43% em maio, acumulando elevação de 8,72% no ano. Já a mão de obra teve aumento de 1,80% no mês, com acumulado de 6,37% no ano.

Os reajustes salariais decorrentes de dissídios em algumas categorias profissionais contribuíram para a pressão sobre os custos com mão de obra. Entre os materiais, os destaques de alta ficaram com fios e cabos elétricos, tubos e conexões de PVC, tintas, cimento Portland e barras de aço.

Impacto no setor e no consumidor

A alta contínua dos custos da construção civil afeta diretamente o poder de compra do consumidor que planeja construir ou reformar. Com o encarecimento dos materiais e da mão de obra, o orçamento de obras residenciais e comerciais tem sofrido reajustes significativos.

Empresas do setor têm buscado alternativas para mitigar os impactos, como negociação de preços com fornecedores, otimização de processos e adoção de novas tecnologias construtivas que reduzam desperdícios. O cenário de juros elevados e inflação persistente também contribui para a cautela no setor.

O Sinapi é um dos principais indicadores do setor e serve como referência para contratos, orçamentos e reajustes de obras em todo o país. O índice completo pode ser consultado no site do IBGE.

← Voltar para página inicial Mais notícias de Economia →