Balança comercial tem superávit de US$ 2,837 bi em fevereiro

Por Redação 28 de fevereiro de 2024

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,837 bilhões em fevereiro, de acordo com dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O resultado reflete o aumento das exportações, que somaram US$ 28,5 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 25,7 bilhões.

As exportações de produtos básicos, como minério de ferro, petróleo bruto e soja, cresceram 15% em relação a fevereiro de 2023, impulsionadas pela demanda chinesa e pelos preços internacionais elevados. Já as vendas de manufaturados tiveram alta de 6%, com destaque para aeronaves e máquinas.

Pelo lado das importações, os gastos com insumos industriais aumentaram 10%, indicando recuperação da atividade fabril. As compras de bens de capital também cresceram 8%, sinalizando novos investimentos produtivos.

Entre os principais parceiros, a China permanece como maior comprador dos produtos brasileiros, responsável por 31% do total exportado. Estados Unidos e Argentina vêm na sequência, com participações de 14% e 6%, respectivamente. A União Europeia, em conjunto, representa 18% das exportações.

O superávit de fevereiro contribui para o saldo positivo da balança no primeiro bimestre, que alcançou US$ 6,1 bilhões. Para o ano, a projeção média dos analistas consultados pelo Banco Central é de superávit de US$ 85 bilhões, sujeito a riscos como a desaceleração da economia global e a volatilidade cambial.

O governo comemorou o resultado, destacando o desempenho do agronegócio e da indústria extrativa. Em nota, o Ministério da Economia afirmou que o país está colhendo os frutos das reformas estruturais e da abertura comercial. No entanto, especialistas alertam para a necessidade de diversificar a pauta exportadora e agregar valor aos produtos vendidos ao exterior.

Apesar do superávit, a corrente de comércio (soma de exportações e importações) recuou 2% no mês, reflexo da queda dos preços de algumas commodities. O volume exportado, no entanto, cresceu 4%, indicando que a quantidade embarcada foi maior, mas o valor total foi impactado pela redução de preços.

O desempenho da balança comercial é acompanhado de perto pelo mercado financeiro, pois influencia o saldo de transações correntes e a cotação do dólar. Com o superávit, o Brasil deve continuar a atrair investimentos estrangeiros e manter a estabilidade cambial.

Para os próximos meses, a expectativa é de que as exportações mantenham o ritmo, especialmente se a safra agrícola for confirmada e se a demanda global se mantiver aquecida. Por outro lado, a recuperação das importações reflete a confiança dos empresários na economia doméstica.

Em resumo, o superávit de fevereiro reforça a resiliência do setor externo brasileiro, mesmo diante de um cenário internacional desafiador. A manutenção de resultados positivos dependerá de fatores como política cambial, acordos comerciais e investimentos em infraestrutura.