CNC: intenção de consumo das famílias cresce 1,4% em setembro
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou que a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) registrou alta de 1,4% em setembro na comparação com o mês anterior. O índice, que mede a percepção das famílias sobre a situação atual e futura da economia, continua em trajetória de recuperação.
Segundo a CNC, o resultado reflete a melhora nas condições do mercado de trabalho e a confiança do consumidor. Todos os subíndices que compõem o ICF apresentaram crescimento no mês: emprego, renda atual, perspectiva profissional, consumo atual e momento para duráveis.
Na comparação com setembro do ano passado, o ICF também apresentou alta, confirmando a tendência positiva. O índice acumula ganhos no ano, impulsionado pela queda da inflação e pela geração de empregos formais.
A pesquisa mostrou que a intenção de consumo cresceu em todas as regiões do país, com destaque para as regiões Sudeste e Sul. Entre as faixas de renda, o aumento foi mais expressivo entre as famílias com maior renda.
Para a CNC, a alta do ICF em setembro é um sinal de que o consumidor brasileiro está mais confiante, o que deve se refletir nas vendas do varejo nos próximos meses. A proximidade do Natal e o pagamento do 13º salário devem reforçar essa tendência.
No entanto, a entidade ressalta que é preciso monitorar a inflação e os juros, que podem afetar o poder de compra das famílias. A manutenção do crescimento econômico depende de políticas que garantam a estabilidade e o emprego.
A pesquisa ICF é realizada mensalmente pela CNC e ouve consumidores em todas as capitais brasileiras. Os dados completos estão disponíveis no site da confederação.
O resultado do ICF é acompanhado de perto pelo setor varejista, pois sinaliza a disposição dos consumidores para gastar. Com a alta da confiança, as expectativas para o último trimestre são positivas.
A CNC destaca que a recuperação do consumo é gradual e ainda enfrenta desafios, como o endividamento das famílias. No entanto, a melhora dos indicadores econômicos sugere que o pior da crise já passou.
