O mercado financeiro brasileiro viveu um dia de otimismo nesta terça-feira. O dólar comercial fechou em queda de 0,87%, cotado a R$ 5,40 na venda, enquanto a bolsa de valores (Ibovespa) registrou alta de 1,2%, aos 128.457 pontos. O movimento refletiu o bom humor dos investidores tanto no cenário doméstico quanto no externo, com a percepção de melhora no ambiente de negócios e a busca por ativos de risco.

No cenário doméstico, a expectativa em relação ao arcabouço fiscal e as declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foram bem recebidas pelos agentes financeiros. O mercado acompanha de perto as negociações no Congresso Nacional para a aprovação de medidas que aumentem a arrecadação e permitam o cumprimento da meta de déficit zero nas contas públicas. A tramitação de projetos de lei e a reforma tributária continuam no centro das atenções dos investidores.

Lá fora, a queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) e a alta das commodities beneficiaram os mercados emergentes, com o Brasil sendo um dos destaques. O cenário de juros mais baixos nos Estados Unidos é favorável para os ativos de risco, e a perspectiva de um pouso suave da economia americana anima os investidores globais, que voltaram a direcionar capital para a América Latina.

O setor de serviços e a indústria também mostraram resiliência, com indicadores econômicos positivos reforçando a confiança do mercado. A atividade do setor de serviços cresceu em ritmo acelerado em dezembro, enquanto a produção industrial surpreendeu positivamente, impulsionada pelo mercado interno e pela recuperação da demanda.

No mercado de câmbio, a entrada de capital estrangeiro tem ajudado a equilibrar o fluxo e a pressão sobre o real. Apesar das incertezas globais, o real tem se destacado entre as moedas emergentes mais valorizadas no ano, beneficiado pela taxa de juros elevada e pelo fluxo de investimentos diretos.

Para os analistas, a tendência é de que o mercado continue volátil, mas com viés positivo no curto prazo, dependendo do cenário político e fiscal. "O mercado está ajustando expectativas e o cenário fiscal é o principal termômetro para os ativos brasileiros", destacam relatórios de corretoras. A aprovação de pautas econômicas no Congresso e a manutenção do diálogo entre os Poderes são fundamentais para a manutenção desse cenário.

Para o restante da semana, a agenda econômica inclui a divulgação de novos dados de inflação (IPCA-15) e emprego (Caged), que podem influenciar as expectativas do mercado. Além disso, o ambiente político continua no radar, com a votação de projetos importantes no Congresso. Acompanhe as principais notícias da economia e do mercado financeiro no O Tabloide.