IBGE: desemprego segue em queda e chega a 8,3% em outubro

Redação O Tabloide outubro de 2023

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua referentes a outubro. A taxa de desemprego ficou em 8,3%, a menor para o mês desde 2014. O resultado veio dentro das expectativas do mercado e reforça a trajetória de recuperação do mercado de trabalho brasileiro.

Em relação ao mês anterior, quando a desocupação estava em 8,6%, houve queda de 0,3 ponto percentual. Na comparação com outubro de 2022, a redução foi ainda mais expressiva: na época, a taxa era de 9,8%. O número de pessoas desocupadas caiu para 8,9 milhões, uma redução de 12% em relação ao mesmo período do ano passado.

O contingente de pessoas ocupadas atingiu 99,5 milhões, um novo recorde da série histórica. O nível de ocupação subiu para 58,2%. Os trabalhadores com carteira assinada somaram 37,1 milhões, alta de 0,8% no mês. Já os trabalhadores por conta própria chegaram a 25,3 milhões. A renda média real do trabalhador ficou estável em R$ 2.010, sem variação significativa.

Por setores, o destaque positivo ficou com a indústria, que cresceu 1,2% em relação a setembro, e os serviços, que avançaram 0,9%. A construção civil também apresentou alta de 0,5%. No comércio, o emprego recuou 0,1%, mas ainda assim se mantém em patamar elevado.

Regionalmente, as taxas de desemprego mais altas foram registradas no Nordeste (11,2%) e no Norte (9,5%). No Sudeste, a taxa foi de 7,1%, a mais baixa do país. Sul e Centro-Oeste marcaram 5,3% e 6,2%, respectivamente. Esses números refletem as diferenças estruturais do mercado de trabalho brasileiro.

Os analistas avaliam que o mercado de trabalho segue aquecido, mas a desaceleração da economia pode impactar o ritmo de queda nos próximos meses. Para o coordenador da PNAD, a queda da desocupação é consistente, mas é preciso observar o comportamento da inflação e dos juros. O mercado financeiro projeta taxa de desemprego ao redor de 8% no final do ano.

O governo federal comemorou os resultados. Em nota, o Ministério do Trabalho afirmou que as políticas de geração de emprego, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a desoneração da folha, têm contribuído para o aquecimento do mercado. No entanto, especialistas ponderam que a informalidade ainda atinge 38 milhões de trabalhadores.

A perspectiva para 2024 é de que a taxa de desemprego continue caindo, mas em ritmo mais moderado. O IBGE aponta que o mercado de trabalho está em fase de normalização após os impactos da pandemia de covid-19. A recuperação do poder de compra da população e o aumento da formalização são desafios.

Com a queda do desemprego, a renda média domiciliar per capita também melhorou, embora a desigualdade regional persista. Especialistas recomendam investimentos em educação e qualificação profissional para garantir que o crescimento seja sustentável e inclusivo.

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