Redação O Tabloide 5 min de leitura

Mercado financeiro eleva projeção da inflação de 5,82% para 5,88%

O mercado financeiro elevou a projeção da inflação para este ano, passando de 5,82% para 5,88%, conforme o mais recente relatório Focus, divulgado pelo Banco Central. A estimativa reflete as pressões contínuas sobre os preços, especialmente nos segmentos de alimentos e combustíveis.

Economistas consultados pelo BC, de mais de 120 instituições financeiras, revisaram para cima a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) pela quarta semana consecutiva. O movimento é influenciado principalmente pela alta das commodities no mercado internacional e pela desvalorização cambial.

Além da inflação, o mercado também ajustou as projeções para a taxa básica de juros. A mediana das expectativas para a Selic ao final de 2024 subiu para 11,75% ao ano, ante 11,50% na semana anterior. Isso indica que o Copom pode ser forçado a manter uma postura mais restritiva por mais tempo.

O governo federal acompanha com atenção os números. Em declarações recentes, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a equipe econômica está comprometida com o controle da inflação e que medidas fiscais podem ajudar a ancorar as expectativas. Contudo, analistas avaliam que o ambiente fiscal ainda gera incertezas.

Para o consumidor, a inflação mais alta significa perda de poder de compra, especialmente para itens essenciais como alimentação e energia. A projeção para o preço dos alimentos subiu de 7,50% para 7,70%, enquanto a energia elétrica deve ter reajuste de 5,90%, segundo o relatório.

O próximo dado oficial de inflação será o IPCA-15, referente a agosto, que servirá como termômetro para a reunião do Copom nos dias 17 e 18 de setembro. O mercado permanece cauteloso quanto aos rumos da política monetária.

Com a nova projeção, o país se aproxima do teto da meta de inflação, que é de 6,50% para este ano. Caso a estimativa se confirme, o BC terá cumprido a meta, mas ainda estará distante do centro, de 3,50%.