Petrobras conclui venda do Polo Norte Capixaba para Seacrest
A Petrobras concluiu nesta quinta-feira a venda do Polo Norte Capixaba, localizado na Bacia do Espírito Santo, para a Seacrest Petróleo S.A. A transação, no valor de US$ 50 milhões, inclui a concessão de campos de petróleo e gás, instalações de processamento e logística associada. O negócio faz parte do plano de desinvestimento da estatal, que busca concentrar seus investimentos em águas profundas e ultraprofundas, onde possui vantagens competitivas.
O Polo Norte Capixaba compreende os campos de produção de petróleo e gás natural em águas rasas, além de uma unidade de tratamento e infraestrutura de escoamento. A área produziu uma média de 2.500 barris de óleo equivalente por dia nos últimos meses. A Seacrest, empresa independente com foco em ativos de produção no Brasil, assume integralmente a operação a partir de agora.
A conclusão da venda estava sujeita ao cumprimento de condições precedentes, incluindo a aprovação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Com o fechamento do negócio, a Seacrest passa a ser responsável pela operação, manutenção e investimentos nos ativos.
Para a Petrobras, a alienação do Polo Norte Capixaba representa mais um passo na estratégia de otimização do portfólio, com a venda de ativos de menor escala e maior custo operacional. A empresa já havia anunciado a intenção de se desfazer de campos maduros em terra e em águas rasas, redirecionando recursos para o pré-sal e outras fronteiras exploratórias.
A Seacrest Petróleo, por sua vez, consolida sua presença no Espírito Santo e amplia sua base de produção. A empresa planeja investir na revitalização dos campos e na melhoria da eficiência operacional, com a meta de aumentar a vida útil das instalações. A transferência de funcionários ocorreu sem interrupções, e a equipe já está integrada ao time da Seacrest.
Especialistas do setor avaliam que a transação é positiva para ambas as partes: a Petrobras reduz seus custos e foca em ativos mais rentáveis, enquanto a Seacrest ganha escala e acesso a infraestrutura já estabelecida. O Polo Norte Capixaba ainda tem potencial para novas perfurações e otimização da produção, o que pode gerar empregos e receitas para a região.
O governador do Espírito Santo celebrou a conclusão da venda, destacando que a manutenção das operações e os investimentos previstos pela Seacrest trazem segurança para a economia local. Sindicatos de trabalhadores também acompanharam o processo de perto e afirmaram que os empregos foram preservados.
A conclusão do negócio ocorre em um momento de recuperação dos preços do petróleo no mercado internacional, o que torna os ativos de produção mais atrativos para empresas independentes. A Seacrest já opera em outras regiões do Brasil e planeja expandir sua atuação com a aquisição de novos blocos.
A Petrobras reafirmou seu compromisso com a transparência e a governança no processo de desinvestimento, seguindo as diretrizes do seu plano estratégico. A empresa continua avaliando outras oportunidades de venda de ativos, sempre com foco na geração de valor para seus acionistas e no desenvolvimento do setor de petróleo e gás brasileiro.
Com a conclusão da venda do Polo Norte Capixaba, a Seacrest se consolida como um player relevante no mercado de produção de petróleo e gás no Brasil, com expectativa de aumentar sua produção total para mais de 10 mil barris de óleo equivalente por dia nos próximos anos. A integração dos ativos adquiridos deve ser concluída nos próximos meses, com investimentos em tecnologia e sustentabilidade.