O grupo Hamas anunciou, por meio de comunicado oficial, que aceita os termos de um plano de cessar-fogo para a Faixa de Gaza que conta com amplo apoio internacional, incluindo resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU). A decisão foi recebida com expectativa por mediadores internacionais, que buscam há meses uma desescalada no conflito que já dura mais de um ano.

O plano endossado pela ONU prevê, em suas linhas gerais, um cessar-fogo imediato, a retirada gradual das forças israelenses da região densamente povoada, e um aumento significativo na entrada de ajuda humanitária para a população civil palestina. A proposta também aborda a necessidade de um acordo para a libertação de reféns mantidos em Gaza em troca de prisioneiros palestinos detidos por Israel.

A aceitação pública do Hamas representa uma mudança de postura significativa, após meses de negociações indiretas realizadas no Egito, Catar e Estados Unidos. Analistas apontam que a pressão internacional crescente e a grave crise humanitária no enclave podem ter levado o grupo a sinalizar maior flexibilidade. Israel, por sua vez, ainda não emitiu uma resposta oficial definitiva ao plano, mas fontes indicam que o governo avalia os detalhes da proposta.

A comunidade internacional, incluindo a União Europeia e diversos países árabes, saudou a decisão do Hamas como um "passo construtivo" e reiterou o apelo para que todas as partes se comprometam com uma trégua duradoura. A ONU, por meio de seu secretário-geral, pediu que ambas as partes aproveitem a oportunidade para salvar vidas civis e iniciar um caminho viável para a paz.

A situação em Gaza continua sendo monitorada de perto. A expectativa é de que novas rodadas de conversas ocorram nos próximos dias para definir os mecanismos de implementação do acordo e garantir a sustentabilidade do cessar-fogo. O plano é visto como a melhor esperança em meses para interromper o ciclo de violência que já causou um enorme custo humanitário.

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