A Câmara Municipal de São Paulo abriu sindicância para investigar denúncias de agressão contra vereadoras. O anúncio foi feito pelo presidente da Casa após reunião com líderes partidários e representantes da Procuradoria da Mulher. Segundo informações oficiais, as denúncias incluem casos de violência psicológica, ameaças e constrangimento público.

As vereadoras que se sentiram lesadas prestaram depoimento à Corregedoria. Os relatos apontam que as agressões teriam ocorrido dentro do próprio legislativo, em sessões e reuniões de comissão. A sindicância busca identificar os envolvidos e determinar as circunstâncias.

A Comissão de Ética terá 90 dias para concluir a investigação. Entre as medidas previstas estão a análise de gravações de áudio e vídeo, oitivas de testemunhas e perícia em documentos. Caso sejam comprovadas as acusações, os responsáveis podem sofrer desde advertência até cassação do mandato.

Organizações de defesa dos direitos das mulheres acompanham o caso. A Procuradoria da Mulher da Câmara oferecerá apoio jurídico e psicológico às vítimas. Também foi proposta a criação de um canal de denúncias anônimas para evitar retaliações.

A imprensa local repercutiu amplamente o caso. Parlamentares de outros estados manifestaram solidariedade às vereadoras. A sociedade civil cobra transparência e rigor na apuração.

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, também se manifestou, repudiando qualquer forma de violência política de gênero. A secretaria ofereceu parceria com a Câmara para capacitação de servidores e promoção de ambientes seguros.

O caso levanta novamente o debate sobre assédio e violência contra mulheres na política. Dados recentes apontam que grande parte das vereadoras já sofreu algum tipo de agressão ou discriminação no exercício do mandato. A investigação da Câmara de SP pode servir de precedente para outras casas legislativas.

A expectativa é de que o relatório final da sindicância seja divulgado em até três meses. Até lá, as medidas protetivas às denunciantes devem ser mantidas. O presidente da Câmara afirmou que a instituição não tolerará qualquer tipo de violência e que os procedimentos serão conduzidos com imparcialidade.