Brasil tem 16 milhões de vacinados com dose bivalente contra covid-19

O Brasil ultrapassou a marca de 16 milhões de pessoas vacinadas com a dose bivalente contra a Covid-19, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta semana. O número representa um passo importante na estratégia de imunização para proteger a população contra as variantes mais transmissíveis do coronavírus.

A vacina bivalente é uma versão atualizada do imunizante que combina a cepa original do SARS-CoV-2 com a variante Ômicron e suas sublinhagens. Ela é recomendada como dose de reforço para quem já completou o esquema vacinal primário, especialmente para grupos prioritários, como idosos, imunossuprimidos e profissionais de saúde.

De acordo com o Ministério da Saúde, a dose bivalente está disponível em todas as unidades básicas de saúde do país. A pasta reforça que a vacinação é a melhor forma de prevenir formas graves da doença e reduzir a sobrecarga no sistema hospitalar.

“A adesão à dose bivalente ainda pode melhorar. É fundamental que as pessoas que estão com o esquema vacinal completo busquem a dose de reforço para se protegerem contra as novas variantes”, afirmou a secretária de Vigilância em Saúde, Ethel Maciel, durante coletiva de imprensa.

A campanha de vacinação com a bivalente foi iniciada em fevereiro de 2023, inicialmente para grupos de risco, e foi ampliada para todos os adultos acima de 18 anos. Desde então, mais de 16 milhões de brasileiros já receberam a dose atualizada.

Especialistas apontam que, embora o número seja significativo, a cobertura vacinal ideal seria ainda maior. A estimativa é de que cerca de 80% da população elegível tenha tomado a bivalente, mas a meta do governo é alcançar ao menos 90% dos grupos prioritários.

A vacina bivalente é aplicada em pessoas a partir de 12 anos que tenham recebido pelo menos duas doses da vacina monovalente. O intervalo mínimo entre a última dose e a bivalente é de quatro meses. Gestantes e puérperas também podem receber a dose bivalente, desde que estejam dentro dos critérios estabelecidos.

Além da dose bivalente, as vacinas monovalentes continuam sendo administradas como primeira dose ou dose de reforço para quem ainda não está apto a receber a bivalente. A recomendação das autoridades é que todos mantenham o cartão de vacinação atualizado.

Segundo dados da plataforma LocalizaSUS, a cobertura vacinal com a dose bivalente varia entre os estados. São Paulo lidera em números absolutos, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro. Em termos proporcionais, estados do Sul e Centro-Oeste apresentam maiores taxas de vacinação.

A população deve comparecer aos postos de vacinação com documento de identidade, CPF e cartão de vacinação. A vacina é gratuita e segura.

O Ministério da Saúde segue monitorando a situação epidemiológica e reforça a necessidade da vacinação contínua. Para mais informações sobre a campanha, acesse a página da Secretaria de Saúde do seu estado ou procure a unidade de saúde mais próxima.


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