Campanha alerta para ameaça de retorno da paralisia infantil

O Brasil corre o risco de reintrodução da poliomielite, doença que causa paralisia infantil, caso a cobertura vacinal não atinja as metas estabelecidas. O alerta é feito pelo Ministério da Saúde, que lançou uma campanha nacional para reforçar a imunização contra o poliovírus.

A paralisia infantil foi considerada erradicada no Brasil desde 1989, quando o último caso foi registrado. No entanto, a queda na taxa de vacinação nos últimos anos acendeu um sinal de alerta entre as autoridades sanitárias.

Alerta do Ministério da Saúde

Dados do Ministério da Saúde mostram que a cobertura vacinal contra a poliomielite está abaixo dos 95% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Esse patamar é necessário para garantir a imunidade coletiva e evitar a circulação do vírus. A campanha atual busca reverter esse cenário e proteger milhões de crianças.

A OMS classifica a ameaça de retorno da poliomielite como um evento de saúde pública de importância internacional. Países como Afeganistão e Paquistão ainda registram casos endêmicos, e o risco de importação do vírus é real.

Baixa cobertura vacinal

Nos últimos cinco anos, a cobertura vacinal contra a poliomielite no Brasil caiu de forma preocupante. Em 2021, por exemplo, o índice ficou em torno de 76%, muito abaixo da meta de 95%. A pandemia de covid-19 agravou a situação, com muitas famílias deixando de levar as crianças aos postos de saúde.

O ministro da Saúde destacou que a baixa adesão à vacinação é um problema multifatorial, que inclui desde dificuldades de acesso até a disseminação de notícias falsas sobre imunizantes. A campanha, portanto, também tem um forte componente de comunicação e educação.

Campanha nacional de vacinação

A campanha nacional de vacinação, intitulada “Brasil livre da poliomielite”, tem como objetivo imunizar crianças de 1 a 4 anos, faixa etária mais vulnerável. A mobilização envolve postos de saúde em todos os municípios brasileiros, com horários estendidos e ações em escolas e creches.

O esquema vacinal completo inclui três doses da vacina injetável (VIP) e mais duas doses de reforço com a vacina oral bivalente (VOP). A recomendação é que os pais ou responsáveis levem as crianças aos postos para atualizar a caderneta de vacinação.

Vacinação é segura e eficaz

Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que a vacina é segura e eficaz. Os efeitos adversos são raros e geralmente leves, como febre ou dor no local da aplicação. O benefício da proteção supera amplamente os riscos.

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Brasil é referência mundial, e as vacinas disponíveis passam por rigorosos controles de qualidade. A população pode confiar na segurança dos imunizantes oferecidos gratuitamente pelo SUS.

Compromisso de todos

A participação de toda a sociedade é fundamental para manter o Brasil livre da poliomielite. A campanha alerta que a doença pode causar paralisia irreversível e até a morte, principalmente em crianças não vacinadas.

A expectativa é que a atual campanha alcance pelo menos 95% do público-alvo em todas as regiões do país. As secretarias estaduais e municipais de saúde estão mobilizadas para garantir o acesso às vacinas.

Para mais informações sobre a campanha e os locais de vacinação, a população pode acessar o site do Ministério da Saúde ou entrar em contato com a unidade básica de saúde mais próxima.