Covid-19: 13,5 milhões de pessoas já foram imunizadas com a bivalente

O Brasil ultrapassou a marca de 13,5 milhões de doses aplicadas da vacina bivalente contra a Covid-19, informou o Ministério da Saúde. O imunizante, que combina proteção contra a cepa original do coronavírus e as variantes Ômicron, continua sendo fundamental para prevenir formas graves da doença e reduzir a pressão sobre o sistema de saúde.

O que é a vacina bivalente?

A vacina bivalente é uma versão atualizada dos imunizantes contra a Covid-19. Enquanto as vacinas monovalentes foram desenvolvidas para proteger contra a cepa original do SARS-CoV-2, a bivalente inclui RNA mensageiro das variantes Ômicron. Isso amplia a resposta imunológica, garantindo maior capacidade de neutralizar as subvariantes que circulam atualmente. No Brasil, a vacina bivalente da Pfizer/BioNTech é a mais utilizada, autorizada pela Anvisa como dose de reforço.

Cenário da vacinação no Brasil

De acordo com dados do Ministério da Saúde, 13,5 milhões de brasileiros já receberam a dose bivalente desde o início da campanha, em fevereiro de 2023. O público prioritário inclui idosos a partir de 60 anos, imunossuprimidos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde e pessoas com comorbidades. A partir de abril do mesmo ano, a vacinação foi ampliada para toda a população acima de 18 anos. A cobertura vacinal, no entanto, é desigual entre as regiões. Enquanto Sul e Sudeste apresentam índices mais altos, Norte e Nordeste ainda registram menor adesão, o que exige reforço nas campanhas de conscientização e na distribuição de doses.

Importância da dose de reforço bivalente

Estudos de efetividade mostram que a dose de reforço bivalente aumenta significativamente a proteção contra infecção sintomática e hospitalização, especialmente em idosos. Com o declínio da imunidade ao longo do tempo, o reforço restaura os níveis de anticorpos neutralizantes e ativa a resposta celular. O Ministério da Saúde recomenda que todas as pessoas elegíveis tomem a dose de reforço, independentemente de infecção anterior, para manter a proteção contra as variantes em circulação.

Quem pode tomar a vacina bivalente?

A vacina bivalente está disponível como dose de reforço para todas as pessoas com 18 anos ou mais que completaram o esquema primário (duas doses ou dose única). Para grupos prioritários, como idosos e imunossuprimidos, recomenda-se uma dose adicional após seis meses do último reforço. Gestantes e puérperas também fazem parte do público‑alvo. A vacinação pode ser realizada simultaneamente com outros imunizantes, como o da gripe. Basta apresentar documento de identidade e caderneta de vacinação em qualquer unidade de saúde.

Vacinação simultânea com a gripe e outras vacinas

A administração conjunta da vacina bivalente com a vacina contra a gripe é segura e eficaz, facilitando a logística e aumentando a adesão. O Ministério da Saúde orienta que os profissionais de saúde aproveitem a visita aos postos para atualizar a caderneta de vacinação, incluindo outros imunizantes como hepatite B e dTpa. Essa estratégia integrada tem sido adotada com sucesso em várias campanhas regionais.

Desafios na ampliação da cobertura

Apesar do avanço, a cobertura da vacina bivalente ainda está abaixo do desejado. A desinformação e a hesitação vacinal são obstáculos importantes. O Ministério da Saúde e as secretarias estaduais têm promovido campanhas de esclarecimento nas mídias sociais e nos meios de comunicação tradicionais. Além disso, a logística de distribuição para áreas remotas e a necessidade de manutenção da cadeia de frio impõem desafios operacionais. A expectativa é que, com o envio de novos lotes, a vacina seja disponibilizada também para adolescentes e crianças nos próximos meses.

Perguntas frequentes sobre a vacina bivalente

A vacina bivalente é segura? Sim. A Anvisa aprovou o imunizante após rigorosa análise de segurança e eficácia. Os efeitos adversos são geralmente leves e semelhantes aos das vacinas monovalentes.

Preciso ter tomado as doses anteriores para receber a bivalente? Sim, a bivalente é indicada como dose de reforço para quem já completou o esquema primário. Quem ainda não se vacinou deve primeiro receber as doses monovalentes.

Posso tomar a bivalente se já tive Covid? Sim. Recomenda-se aguardar 30 dias após o início dos sintomas ou o teste positivo para garantir uma resposta imunológica adequada.

A bivalente protege contra as novas variantes? Sim, a vacina confere proteção contra as subvariantes da Ômicron, incluindo EG.5 e JN.1. A vigilância genômica continua para monitorar possíveis novas cepas que possam escapar da imunidade.

Perspectivas futuras

A marca de 13,5 milhões de doses aplicadas é um passo importante, mas a meta é ampliar ainda mais a cobertura vacinal. A vacinação em massa, combinada com medidas preventivas como ventilação de ambientes e uso de máscaras em situações de risco, continua sendo a melhor estratégia para controlar a pandemia. O Ministério da Saúde reforça o chamamento para que todos os brasileiros mantenham seu cartão de vacinação atualizado. O Brasil segue acompanhando a evolução do vírus para adaptar as estratégias conforme necessário.

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