Estado de SP registra queda no número de casos de dengue neste ano
O estado de São Paulo registrou uma queda significativa no número de casos de dengue neste ano, trazendo alívio para o sistema de saúde e para a população. De acordo com o painel de monitoramento da Secretaria Estadual da Saúde, as notificações da doença diminuíram consideravelmente em relação ao mesmo período do ano anterior. O levantamento aponta que o estado registrou cerca de 150 mil casos prováveis nos primeiros meses do ano, contra 500 mil do ano passado, uma redução de aproximadamente 70%. As mortes também apresentaram queda, passando de 300 para 80 óbitos no período.
Entre os fatores que contribuíram para a redução, destacam-se as ações intensificadas de combate ao mosquito Aedes aegypti, o avanço da campanha de vacinação contra a dengue e a maior conscientização da população sobre a eliminação de criadouros. A vacina, oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, já alcançou mais de 60% do público-alvo em várias cidades paulistas, ajudando a reduzir os casos graves e hospitalizações.
“A queda nos números é resultado de um trabalho conjunto entre o estado, os municípios e a população. No entanto, não podemos baixar a guarda. É essencial que cada cidadão faça a sua parte, eliminando possíveis criadouros do mosquito, como vasos de plantas, pneus e garrafas”, afirmou o secretário estadual da Saúde durante coletiva de imprensa.
As regiões de Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Presidente Prudente, que historicamente apresentam alta incidência de dengue, também registraram quedas expressivas, superiores a 60% nos casos notificados. As equipes de saúde continuam realizando visitas domiciliares e mutirões de limpeza para evitar novos focos do mosquito, principalmente em bairros com maior incidência de infestação predial.
O estado segue monitorando os índices de infestação predial e mantém salas de situação para coordenar as ações de controle de forma integrada com os municípios. A expectativa é que, com a manutenção das medidas preventivas e a ampliação da cobertura vacinal, os números continuem caindo ao longo do ano. A circulação dos sorotipos 1 e 2 do vírus continua sendo a mais comum, mas a vigilância genômica segue monitorando possíveis mudanças.
Mesmo com a redução expressiva, as autoridades sanitárias alertam para a necessidade de manter a vigilância, especialmente com a proximidade do outono e inverno, períodos em que os casos costumam diminuir, mas a circulação do vírus persiste. A vacinação continua sendo a principal estratégia para evitar novos surtos.
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