A cada 4 horas uma mulher é vítima de violência no Brasil

A cada quatro horas, uma mulher é vítima de violência no Brasil. O dado alarmante reflete a persistência de agressões físicas, psicológicas, sexuais e patrimoniais contra a população feminina em todo o país.

Segundo levantamentos de organizações de defesa dos direitos das mulheres, a maioria dos casos ocorre dentro de casa, praticada por parceiros ou ex-parceiros. A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) estabelece mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar, mas a subnotificação e a impunidade ainda são desafios.

Entre as formas de violência mais comuns estão a agressão física, a violência psicológica (ameaças, humilhações), a violência sexual, a violência patrimonial (destruição de bens) e o feminicídio — o assassinato motivado por gênero. Em 2023, o Brasil registrou uma média de uma morte por hora de mulheres em situação de violência.

As vítimas podem buscar ajuda por meio da Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) e da rede de delegacias especializadas de atendimento à mulher (DEAMs). A denúncia é essencial para quebrar o ciclo de violência.

É fundamental que a sociedade se mobilize para prevenir e combater esse tipo de crime, promovendo campanhas educativas e apoio às vítimas.

A violência contra a mulher não é um problema isolado: está enraizada em desigualdades históricas e culturais. O fortalecimento das políticas públicas e a efetivação das leis existentes são passos importantes para reverter esse quadro.