Motoristas de aplicativos, como Uber e 99, fazem greve em todo o país
Motoristas de aplicativos de transporte, como Uber e 99, paralisaram suas atividades nesta semana em todo o Brasil. A greve, organizada por associações da categoria, afeta as principais capitais e cidades do país, com manifestações em pontos estratégicos. Os motoristas protestam contra as baixas tarifas repassadas pelas plataformas, a alta comissão cobrada e a falta de segurança no trabalho.
As principais reivindicações incluem aumento do valor dos quilômetros rodados, redução da taxa de comissão para no máximo 15%, fim de descontos promocionais que prejudicam o ganho dos motoristas, e medidas efetivas de segurança, como botão de pânico e identificação de passageiros. A categoria também exige maior transparência no cálculo dos ganhos e reajuste baseado na inflação.
A greve tem grande repercussão entre os usuários, que relatam dificuldade para conseguir corridas e tarifas dinâmicas elevadas. Associações de motoristas estimam adesão de mais de 70% da categoria nas maiores cidades. Algumas plataformas, como Uber e 99, afirmaram estar abertas ao diálogo, mas os motoristas consideram as negociações insuficientes.
Especialistas em direito do trabalho apontam que o modelo de trabalho dos aplicativos gera precarização e que a greve reflete o descontentamento crescente com as condições de trabalho. A paralisação deve continuar até que as empresas apresentem uma proposta concreta que atenda às demandas da categoria.
O movimento também cobra a regulamentação da profissão e o fim dos bloqueios injustificados de motoristas pelas plataformas. Muitos trabalhadores relatam ter contas suspensas sem motivo claro, o que compromete sua renda. A categoria defende a criação de uma lei que estabeleça direitos mínimos para os motoristas de aplicativos.
Em algumas cidades, a greve conta com o apoio de sindicatos e movimentos populares. Manifestantes realizam carreatas e concentrações em frente às sedes das empresas. A Polícia Militar acompanha as manifestações para garantir a segurança. Até o momento, não há registro de confrontos graves.