Avatar 2: Como o cérebro interpreta imagens em 48fps?

O novo filme utilizou uma tecnologia ainda bastante controversa no cinema
Dário Gilson
15 de dezembro de 2022
Avatar 2 utilizou a controversa tecnologia de 48fps (Foto: Reprodução/ Divulgação)

Após 13 anos a aguardada sequência de Avatar foi lançada, mas apesar de “Avatar: O caminho da água” ter trazido muitas críticas positivas e elogios aos efeitos especiais, a utilização de uma tecnologia ainda muito controversa no cinema gerou muitas críticas negativas.

Essa tecnologia são os chamados 48fps, responsável por duplicar o número de quadros utilizado nas filmagens tradicionalmente, o que deveria deixar o filme mais fluido e com mais qualidade, acaba gerando dores de cabeças em alguns.

Em 2012, com o lançamento de “O Hobbit”, houve muitas críticas a essa tecnologia, como muitos afirmando que sentiram dores de cabeças e náuseas, agora em 2022, com Avatar 2, muitos críticos afirmaram sentir o mesmo.

A tecnologia de 48fps ajuda a tornar as imagens mais fluidas, mas também pode gerar efeitos no cérebro (Foto: Reprodução/ Divulgação)
A tecnologia de 48fps ajuda a tornar as imagens mais fluidas, mas também pode gerar efeitos no cérebro
(Foto: Reprodução/ Divulgação)

De acordo com especialistas, as respostas à tecnologia podem ocorrer devido à diferença entre as imagens obtidas em 48 e nos tradicionais 24fps, o que, além de gerar estranheza, faz com que o cérebro precise se esforçar mais para captar todas as informações na tela, que são duplicadas, em especial em cenas chamada “close-up”, onde a câmera é posicionada muito próxima de algum objeto, o que aumenta a quantidade de detalhes que precisam ser captados pelo cérebro.

No entanto, o novo filme de Avatar não utilizou a tecnologia de 48fps em todo o filme, apenas em cenas específicas, o que fez com que os efeitos negativos fossem reduzidos em relação ao que ocorreu em “O Hobbit”, mas não permitiu que desaparecessem.

O que muitos indicam como o futuro do cinema, outros classificam como a pior decisão que um diretor pode tomar em um filme, mas ainda é necessário que a tecnologia se desenvolva e que o público se acostume com a nova qualidade de imagens, para que o cérebro consiga interpretar as cenas sem efeitos colaterais.

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