Nova erupção solar acende alerta para apagão geral este ano

Foto: Reprodução/Pexels/Pixabay

Recentemente, cientistas emitiram um alerta sobre erupções solares que estão causando apagões em algumas regiões da Terra. No dia 19 de março, a mancha solar AR3615, atualmente a mais ativa no lado visível do Sol, surpreendeu os astrônomos ao emitir uma erupção de classe M7.4 (médio) pelo segundo dia consecutivo.

Essa erupção resultou em alguns apagões em sinais de rádio na Terra, principalmente em países próximos ao Oceano Índico, enquanto os astrônomos aguardavam a chegada de ejeções de massa coronal (CMEs) recentemente ocorridas. Uma dessas ejeções seguiu em direção ao sul, colidindo com as outras duas que já estavam a caminho da Terra.

Ademais, às vésperas do equinócio de Outono, o Sol emitiu um flash de raios X na região ativa AR3615, classificado como M6.7 (médio), enquanto outras erupções de classes inferiores ocorriam em outras partes da estrela. As chances de auroras boreais também aumentaram durante o equinócio, especialmente devido à atividade da AR3615.

Entretanto, a mancha AR3614, que havia gerado expectativas, permaneceu relativamente tranquila em contraste com eventos anteriores. Essa mancha, que provocou a maior explosão solar dos últimos sete anos no final de fevereiro, não demonstrou atividade recente. É importante observar que AR3614 desapareceu após percorrer todo o lado visível do Sol, reaparecendo do lado oposto, sugerindo múltiplas voltas pela circunferência solar — um fenômeno incomum.

Em 2024, já ocorreram três explosões solares que atingiram a Terra, e os especialistas estão estudando a situação para obter mais informações sobre o fenômeno, que pode ter consequências significativas. Este ano, estamos sujeitos a mais explosões solares, pois o Sol está em um período de máxima atividade, com picos de energia.

As explosões solares são eventos cíclicos que ocorrem a cada 11 anos, liberando grandes quantidades de energia na forma de radiação e partículas carregadas. Esses eventos são causados por atividades intensas na superfície do Sol, especialmente em áreas de intensa atividade magnética, como manchas solares.

Embora alguns pesquisadores afirmem que os satélites estão mais preparados devido à recorrência desses eventos, ainda existem preocupações com a interferência nos sistemas de comunicação por satélite, rádio e GPS. As partículas carregadas provenientes das explosões solares podem perturbar os sinais de comunicação e navegação, causando interrupções ou distorções nos serviços de telecomunicações.

Além disso, essas partículas podem danificar os circuitos eletrônicos dos satélites, comprometendo sua funcionalidade. Os cientistas estão monitorando esses eventos e analisando possíveis mudanças, mas ressaltam que, embora possam interferir nos sistemas de comunicação, as explosões solares não representam um risco direto para a Terra, e a situação está sob controle.

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